Agostinho da Rocha Fernandes da Silva
Presidente do Conselho de Administração (PCA) – Nova Cimangola

1. Com quase 70 anos de história, aproximadamente 50% de quota de mercado e uma capacidade de produção superior a um milhão e oitocentas mil de toneladas de clínquer por ano, a empresa consolidou-se como um dos mais influentes players industriais do país. Olhando para a evolução da empresa e considerando a transformação atualmente em curso no setor global do cimento, quais considera terem sido os marcos mais decisivos da trajetória industrial da Nova Cimangola, e como a empresa está a posicionar-se para o futuro da construção sustentável em Angola?

A Nova Cimangola completará este ano 72 anos de história em 2026. Com cerca de 50% da quota de mercado nacional, a sua trajetória confunde-se muitas vezes com a própria história da construção em Angola.

A empresa nasceu em 1958 como a primeira e única produtora de cimento do país, integrada num grupo português. Desde então, atravessou momentos marcantes da história nacional, incluindo a independência, a nacionalização, a transformação em empresa de capitais mistos e, mais recentemente, um profundo processo de modernização industrial orientado para a inovação e a sustentabilidade.

Se tivesse de destacar os marcos mais transformadores da última década, apontaria três factores principais: a consolidação da liderança de mercado num sector cada vez mais competitivo; o arranque do programa de modernização dos fornos e equipamentos industriais, essencial para garantir competitividade e eficiência energética a longo prazo; e, mais recentemente, o investimento estratégico no cimento LC3, conhecido como “cimento verde”, que posiciona a Nova Cimangola na vanguarda da inovação sustentável em África.

Relativamente ao futuro, a nossa visão é clara: queremos ser uma referência na construção sustentável em Angola e na região da África Austral. Isso implica continuar a inovar nos produtos que disponibilizamos ao mercado, reduzir progressivamente a nossa pegada carbónica e diversificar a nossa oferta para além do cimento tradicional, através do cimento LC3, do negócio do betão pronto e de programas de habitação acessível.

Acreditamos que crescimento económico e responsabilidade ambiental não são objetivos incompatíveis. Pelo contrário, são elementos complementares e essenciais para o futuro da indústria.

2. O Governo Angolano tem vindo a reforçar a diversificação económica, a industrialização e o desenvolvimento de infraestruturas como pilares centrais da estratégia de crescimento de longo prazo do país. Paralelamente, o setor da construção continua profundamente ligado a prioridades nacionais como o acesso à habitação, as infraestruturas de transporte, a expansão urbana e a integração económica regional.

Considerando a dimensão e relevância industrial da empresa, poderia partilhar alguns dos atuais indicadores operacionais da Nova Cimangola, particularmente no que diz respeito à capacidade de produção, desenvolvimento da força de trabalho, evolução da quota de mercado, atividades de exportação, eficiência operacional e os setores que atualmente impulsionam a procura pelos produtos e serviços da empresa?

A Nova Cimangola opera actualmente duas unidades industriais com uma capacidade combinada superior a 1,8 milhões de toneladas de clínquer por ano e uma produção mensal de aproximadamente 140 mil toneladas de cimento.

Neste momento, estamos a operar próximo da capacidade máxima instalada, o que demonstra claramente a robustez da procura existente no mercado angolano.

Mantemos uma posição de liderança com cerca de 50% da quota de mercado nacional, sustentada por uma rede logística que assegura a distribuição em todas as províncias do país. Esta capilaridade constitui um dos nossos principais activos competitivos e resulta de anos de investimento numa rede de distribuidores parceiros baseada em relações de confiança e partilha de valor.

Ao nível dos recursos humanos, somos um empregador de referência no setor industrial angolano. Contamos com aproximadamente 2.500 postos de trabalho, dos quais cerca de 1.410 são diretos e mais de 1.100 indiretos, através de empresas prestadoras de serviços ligadas à nossa atividade.

A angolanização do capital humano, incluindo funções técnicas e de gestão, continua a ser uma prioridade estratégica. Investimos de forma consistente na formação e desenvolvimento profissional dos nossos colaboradores.

Do lado da procura, os principais impulsionadores continuam a ser os grandes projectos de infraestruturas públicas, incluindo estradas, pontes, habitação social e edifícios públicos. Paralelamente, observamos também um crescimento relevante do setor privado, especialmente nos segmentos residencial e comercial, tanto em Luanda como noutras províncias.

O negócio do betão pronto, lançado há cerca de um ano, representa um bom exemplo da nossa estratégia de diversificação. Atualmente, já ocupamos uma posição de liderança no mercado de Luanda, com uma produção média de cerca de 18 mil metros cúbicos por mês.

No plano internacional, estamos a preparar a expansão para novos mercados, com especial atenção para a Namíbia e para os mercados dos Congos. Adicionalmente, os projetos industriais previstos para Cabinda e Benguela reforçarão a nossa capacidade de apoiar esta estratégia de crescimento regional.

3. A indústria global do cimento está atualmente a atravessar uma das transformações mais significativas da sua história. Segundo projeções internacionais do setor, a produção de cimento é responsável por aproximadamente 7% a 8% das emissões globais de CO, colocando enorme pressão sobre os produtores em todo o mundo para modernizar operações, reduzir o impacto ambiental e adotar modelos industriais mais sustentáveis.

No caso da Nova Cimangola, a modernização já se tornou um componente visível do posicionamento estratégico da empresa, particularmente através de investimentos em infraestruturas industriais modernizadas e sistemas de produção mais avançados. Dentro deste contexto industrial em evolução, quais têm sido as principais iniciativas de inovação e modernização da empresa nos últimos anos, e de que forma a tecnologia, a automação e a transformação digital estão a redefinir o modelo operacional e a competitividade de longo prazo da Nova Cimangola?

A modernização industrial constitui atualmente um dos pilares centrais da estratégia da Nova Cimangola.

Quando falamos de modernização, referimo-nos a um processo abrangente que envolve simultaneamente as infraestruturas físicas, os processos produtivos e o modelo energético da empresa.

Ao nível das infraestruturas, estamos a executar um programa de reabilitação e retrofit dos nossos fornos industriais, alguns com quase 70 anos de operação. Trata-se de um investimento significativo, mas absolutamente necessário para garantir eficiência, fiabilidade operacional e a transição para processos produtivos mais limpos.

Paralelamente, estamos a realizar o retrofit dos moinhos mais antigos da empresa e estamos com um projecto para uma nova moagem de última geração. Isto vai proporcionar maior flexibilidade na produção de diferentes tipos de cimento e permitem reduzir significativamente o consumo específico de energia.

No domínio da digitalização e automação, avançamos com a implementação de sistemas de controlo e monitorização em tempo real das linhas de produção. Estas ferramentas permitem optimizar continuamente os parâmetros operacionais, reduzir desperdícios e antecipar necessidades de manutenção.

A digitalização dos processos de gestão, desde a logística e distribuição até ao relacionamento com distribuidores e clientes, constitui igualmente uma área prioritária de investimento.

Um dos projetos mais relevantes é a conversão de um dos nossos fornos de produção de clínquer por via húmida para um forno destinado à produção de argila calcinada. Esta transformação constitui a base tecnológica que permitirá produzir cimento LC3 em escala industrial.

Trata-se de uma inovação que posicionará a Nova Cimangola entre as empresas mais avançadas do setor cimenteiro a nível internacional.

Este projeto está a ser desenvolvido em parceria com centros de investigação suíços e especialistas cubanos, demonstrando a dimensão internacional do nosso compromisso com a inovação, a transferência de conhecimento e a modernização tecnológica.

4. Na nossa conversa anterior, a Nova Cimangola destacou o desenvolvimento do cimento LC3 como um dos seus mais importantes projetos de inovação, posicionando a empresa entre os poucos players industriais em África a adotar esta tecnologia de baixo carbono. Considerando a crescente pressão global por uma produção industrial mais limpa e soluções de infraestrutura com menor pegada carbónica, qual é a importância da inovação sustentável para a estratégia de longo prazo da Nova Cimangola, e que progressos têm sido alcançados em relação ao cimento LC3, combustíveis alternativos, iniciativas de reciclagem, metas de redução de carbono e os esforços mais amplos de transformação ambiental da empresa?

A sustentabilidade não é para nós apenas um tema de relações públicas; é uma convicção estratégica profunda e uma necessidade competitiva real.

A indústria cimenteira é responsável por aproximadamente 7% a 8% das emissões globais de dióxido de carbono, e temos plena consciência da responsabilidade que isso representa. A nossa ambição é fazer parte da solução e não do problema.

O projeto mais emblemático nesta área é, sem dúvida, o cimento LC3. Trata-se de uma tecnologia inovadora que substitui parcialmente o clínquer — o componente de maior intensidade carbónica do cimento Portland tradicional — por uma combinação de argila calcinada e calcário.

O resultado é um cimento com desempenho técnico equivalente ou superior ao cimento convencional, mas com uma redução das emissões de CO que pode atingir 40%.

Estamos a falar de uma das mais importantes inovações que a indústria do cimento conheceu nas últimas décadas.

Do ponto de vista técnico, a produção de LC3 exige dois processos distintos: a calcinação das argilas a temperaturas significativamente inferiores às necessárias para a produção de clínquer tradicional — entre 700 e 800 graus Celsius, em comparação com os cerca de 1.450 graus exigidos pelo clínquer convencional — e a posterior moagem e homogeneização com clínquer e calcário.

O retrofit do nosso forno por via húmida para produção de argila calcinada é precisamente o investimento que tornará possível este processo.

Angola dispõe de reservas abundantes de argilas adequadas para este fim, o que confere ao projeto uma dimensão adicional de valorização dos recursos nacionais e de criação de valor local.

Outro pilar fundamental da nossa estratégia é a transição energética através da substituição do heavy fuel oil (HFO) por Combustível Sólido Secundário (CSS).

O CSS é produzido a partir de resíduos industriais de elevado poder calorífico que, de outra forma, seriam destinados a aterros ou a processos de eliminação ambientalmente mais gravosos.

Ao utilizá-lo como combustível nos nossos fornos, alcançamos dois objetivos simultaneamente: reduzimos significativamente os custos de produção e contribuímos para a economia circular, dando uma segunda vida a materiais que, de outra forma, constituiriam um passivo ambiental.

Estamos igualmente a desenvolver programas de valorização energética de pneus, madeira, plásticos e outros resíduos para integração no nosso mix de combustíveis, reforçando ainda mais a dimensão nacional desta iniciativa.

Olhando para o futuro, exploramos também o potencial dos créditos de carbono como mecanismo complementar de financiamento das nossas iniciativas de descarbonização e como forma de atrair investimento internacional para projetos de impacto ambiental positivo em mercados emergentes.

5. Segundo vários relatórios internacionais sobre ESG e governação industrial, os setores industriais pesados enfrentam expectativas cada vez maiores em relação à responsabilidade ambiental, transparência operacional, segurança no trabalho e desempenho sustentável de longo prazo. Como uma das empresas industriais mais reconhecidas de Angola e integrante do ranking do ano passado “The Top 15 Companies Powering Angola’s Future”, de que forma a Nova Cimangola está a reforçar a sua estratégia ESG e o seu modelo de governação corporativa para alinhar-se com estas exigências internacionais em evolução, particularmente no que se refere à responsabilidade ambiental, segurança operacional, iniciativas de impacto social, padrões de compliance e crescimento sustentável de longo prazo?

A integração dos critérios ESG no nosso modelo de negócio é um processo contínuo e em aceleração.

Enquanto empresa integrante do ranking das 15 empresas que mais contribuem para o futuro de Angola, temos plena consciência de que a nossa dimensão e visibilidade implicam responsabilidades acrescidas e um elevado padrão de exigência.

No plano ambiental, as iniciativas de descarbonização associadas ao cimento LC3, à utilização de CSS e à melhoria da eficiência energética constituem o núcleo da nossa agenda. Contudo, vamos além disso.

Estamos a implementar sistemas de monitorização e reporte de emissões alinhados com as melhores práticas internacionais e trabalhamos para estabelecer metas de redução carbónica com horizontes temporais claramente definidos e verificáveis.

No plano social, a nossa atuação é igualmente abrangente.

Somos um empregador relevante, com uma política deliberada de valorização e formação de de quadros nacionais. Investimos em infraestruturas comunitárias, escolas, estradas e programas de desenvolvimento local nas regiões onde operamos.

Desenvolvemos ainda programas de criação de pontos de venda de cimento geridos por antigos colaboradores e respetivas famílias, promovendo a geração sustentável de rendimento e fortalecendo a economia local.

Paralelamente, estamos a desenvolver um programa de habitação acessível, através de produção de casas pré-fabricadas, suportado pela banca angolana, que pretende contribuir de forma inovadora e inclusiva para a redução do défice habitacional em Angola.

No domínio da governação corporativa, reforçámos os nossos mecanismos de compliance, transparência e controlo interno, ao mesmo tempo que avançamos no alinhamento progressivo do nosso reporte corporativo com os padrões internacionais de sustentabilidade.

A segurança no trabalho permanece uma prioridade absoluta, suportada por investimentos contínuos em formação, equipamentos de proteção individual e promoção de uma cultura de segurança transversal a toda a organização.

6. À medida que as operações industriais se tornam cada vez mais orientadas pela tecnologia, o futuro da competitividade dependerá não apenas das infraestruturas e equipamentos, mas também do desenvolvimento do capital humano. Como está a Nova Cimangola a investir no desenvolvimento de talentos e na preparação da sua força de trabalho para apoiar a sua estratégia de modernização, e qual é a importância atribuída pela empresa à formação de profissionais angolanos para o futuro da inovação industrial e da manufatura avançada?

O capital humano é, sem qualquer dúvida, o activo mais valioso que possuímos.

Toda a inovação tecnológica e toda a modernização de equipamentos apenas produzirão resultados sustentáveis se forem acompanhadas por uma força de trabalho qualificada, motivada e preparada para enfrentar os desafios do futuro.

A nossa estratégia de desenvolvimento de talentos assenta em três pilares fundamentais.

O primeiro é a formação técnica especializada. Investimos continuamente em programas de formação nas áreas da operação industrial, manutenção de equipamentos, controlo de qualidade e segurança.

Em áreas tecnológicas altamente especializadas, como o cimento LC3, estabelecemos parcerias com centros de investigação e universidades internacionais de referência, particularmente na Suíça, permitindo-nos aceder ao conhecimento científico mais avançado e transferi-lo para as nossas equipas.

O segundo pilar é a valorização e qualificaçã de de quadros nacionais. Não apenas em termos quantitativos, mas sobretudo qualitativos.

Queremos que os profissionais angolanos não ocupem apenas funções operacionais, mas que assumam posições de liderança técnica e de gestão. Para esse efeito, estão em curso há muitos anos programas estruturados de liderança, mentoring e progressão de carreira.

O terceiro pilar é a criação de uma fábrica piloto que funcionará como centro de excelência para formação, investigação aplicada e inovação.

Este projeto encontra-se em fase avançada de implementação e permitirá às nossas equipas experimentar, aprender e desenvolver soluções de forma sistemática.

Este investimento reflete a nossa convicção de que o conhecimento constitui uma das fontes mais sustentáveis de vantagem competitiva.

Queremos que os profissionais angolanos sejam protagonistas da transformação industrial do país e liderem os processos técnicos e de gestão que definirão o futuro da Nova Cimangola.

7. Olhando para os próximos cinco a dez anos, qual é a sua visão para o futuro da Nova Cimangola, e que papel acredita que a empresa deverá desempenhar no apoio à transformação industrial de Angola, à diversificação económica e à agenda de desenvolvimento sustentável do país?

A minha visão para a Nova Cimangola nos próximos cinco a dez anos é a de uma empresa que consolida a sua liderança no mercado angolano e que avança de forma decisiva para se tornar um player regional de referência.

Vejo uma empresa com operações noutros mercados, nomeadamente na Namíbia, nos Congos e potencialmente noutros países da África Austral e Central.

Ao nível dos produtos, imagino uma empresa com um portefólio verdadeiramente diversificado, composto por cimento Portland de elevada qualidade, cimento LC3 como solução sustentável de referência, betão pronto em Luanda e noutras capitais provinciais, bem como soluções integradas de habitação acessível apoiadas por mecanismos próprios de financiamento.

Queremos acompanhar o cliente angolano ao longo de todo o ciclo da construção, desde a matéria-prima até ao produto final.

No plano energético e ambiental, a minha ambição é que a Nova Cimangola seja reconhecida como uma das empresas industriais com menor intensidade carbónica do setor em África, apoiada pela utilização alargada de CSS, pela produção em escala industrial de cimento LC3 e pela integração progressiva de fontes de energia renováveis no nosso mix energético.

No plano social, quero que a Nova Cimangola continue a ser um motor de desenvolvimento local, gerando emprego qualificado, formando profissionais de excelência e contribuindo ativamente para o desenvolvimento das comunidades onde opera.

Os projetos previstos para Cabinda e outras regiões do país não representam apenas decisões industriais; representam também um compromisso com o desenvolvimento económico e social dessas regiões.

Num contexto mais amplo, acredito que a Nova Cimangola tem um papel único a desempenhar na transformação industrial de Angola, demonstrando que é possível construir uma indústria pesada moderna, competitiva, ambientalmente responsável e socialmente comprometida, assente em talento e recursos angolanos.

8. Como PCA de uma das empresas industriais mais históricas de Angola, teve a oportunidade de acompanhar importantes momentos da evolução económica e industrial do país. Olhando para o futuro, que legado gostaria que a sua liderança deixasse na Nova Cimangola, e quais considera serem os valores e ensinamentos mais importantes para a próxima geração de líderes industriais e empresariais angolanos?

É uma questão que me toca profundamente.

Tenho o privilégio de liderar uma empresa que faz parte da própria história de Angola. Com mais de sete décadas de existência, essa responsabilidade vai muito além dos resultados financeiros ou da quota de mercado.

Se pensar no legado que gostaria de deixar, diria que se resume a uma ideia central: contribuir para demonstrar que Angola é capaz de desenvolver uma indústria de classe mundial, inovadora, sustentável, exportadora e liderada por angolanos.

Gostaria que a Nova Cimangola fosse reconhecida não apenas como uma produtora de cimento, mas como uma empresa que constrói capacidade industrial, humana e institucional.

De forma concreta, gostaria que o meu mandato ficasse associado à implementação bem-sucedida da transição para o cimento LC3 e para os combustíveis derivados de resíduos, iniciativas com potencial para redefinir o nosso modelo de negócio durante as próximas décadas.

Gostaria igualmente de consolidar uma cultura empresarial baseada na inovação, no rigor técnico e na responsabilidade social, capaz de perdurar independentemente das pessoas que venham a liderar a empresa no futuro.

Quanto aos valores que considero fundamentais para a próxima geração de líderes industriais e empresariais angolanos, destacaria três.

Em primeiro lugar, a exigência técnica. Angola precisa de líderes que dominem profundamente as suas áreas de especialização e que não se conformem com o suficiente quando a excelência é possível.

Em segundo lugar, a visão de longo prazo. Num contexto económico frequentemente marcado pelo imediatismo, é essencial ter a capacidade de tomar decisões difíceis hoje para colher resultados sustentáveis amanhã.

E, por fim, o compromisso com Angola. Acredito firmemente que o sucesso empresarial e o desenvolvimento do país são objetivos inseparáveis.

Angola precisa de líderes que compreendam essa responsabilidade e que coloquem o seu conhecimento e capacidade de execução ao serviço da transformação económica e social do país.

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