Vladimir Ferraz
Presidente do Conselho de Administração Banco de Comércio e Indústria (BCI)

1. Desde a sua criação em 1991 como banco público, o Banco de Comércio e Indústria (BCI) desempenhou um papel importante no financiamento do comércio e da indústria em Angola. Após a sua privatização em 2021, no âmbito do programa PROPRIV, o banco entou numa nova fase marcada pela reestruturação, modernização e crescimento sob gestão privada.Na sua opinião, quais foram os marcos mais significativos na trajetória do BCI desde a sua fundação até à atual fase de transformação,?

Vladmir Ferraz:
Desde a sua criação, em 1991, o Banco de Comércio e Indústria tem desempenhado um papel relevante no apoio ao comércio, à indústria e ao desenvolvimento económico de Angola. Ao longo de mais de três décadas, o Banco consolidou-se como uma instituição fortemente ligada à economia real, com presença activa no financiamento das famílias, das micro, pequenas e médias empresas, agricultura, comércio e de outros sectores produtivos estratégicos para o país.

Um dos marcos mais importantes da trajectória do BCI, foi naturalmente o processo de privatização em 2021, no âmbito do PROPRIV, que marcou o início de uma nova fase de transformação da instituição. Esta nova etapa ficou caracterizada por um forte processo de reestruturação, recapitalização, modernização tecnológica e reforço da governação corporativa.

Desde então, o Banco tem vindo a implementar um conjunto de iniciativas focadas na melhoria da eficiência operacional, transformação digital, modernização dos serviços e reforço da sustentabilidade financeira da instituição.

Ao mesmo tempo, o BCI tem reforçado o seu posicionamento como banco de proximidade, com especial enfoque no financiamento da produção nacional e das pequenas e médias empresas, reconhecendo o papel central que estes sectores desempenham na criação de emprego, formalização da economia e diversificação económica de Angola.

Hoje, o BCI encontra-se numa fase de consolidação e crescimento, focado em afirmar-se como um banco mais moderno, sólido, eficiente e cada vez mais próximo das necessidades dos clientes e da economia angolana.

 

2. Nos últimos anos, o BCI registou uma recuperação significativa, com forte crescimento dos resultados líquidos, dos ativos e da carteira de crédito, refletindo uma nova dinâmica operacional após a privatização.Poderia partilhar alguns indicadores-chave de desempenho atuais — como total de ativos, evolução da carteira de crédito, rentabilidade e crescimento da base de clientes — que evidenciem o posicionamento do BCI no mercado angolano?

Vladmir Ferraz:
No final do exercício de 2025, o banco registou um resultado líquido de AOA 52,3 mil milhões, equivalente a cerca de USD 57,3 milhões, o que representa um crescimento de 2% face ao exercício anterior. Este desempenho permitiu alcançar um ROE de 32% e um ROA de 5%, indicadores que reflectem a capacidade do Banco de gerar valor para os seus accionistas e de rentabilizar os seus activos de forma sustentável.

A evolução positiva dos resultados foi acompanhada por um crescimento expressivo da dimensão do Banco. Os activos totais aumentaram 28%, atingindo AOA 1,027 biliões, enquanto os Fundos Próprios registaram um crescimento de 48%, fixando-se em AOA 161,8 milhões. Particularmente relevante é o facto de 92% destes fundos próprios serem constituídos por capital de elevada qualidade, o que demonstra a robustez financeira da instituição e a sua capacidade para sustentar o crescimento futuro.

Ao nível da actividade creditícia, registámos melhorias significativas na qualidade da carteira. O rácio de crédito vencido reduziu-se em 4 pontos percentuais relativamente ao período homólogo, evidenciando o reforço dos mecanismos de gestão de risco, recuperação de crédito e acompanhamento dos clientes. Por sua vez, o rácio de transformação situou-se em 61%, reflectindo uma utilização eficiente dos recursos captados para financiar a economia e apoiar os sectores produtivos.

Importa igualmente destacar os ganhos de produtividade alcançados. O Banco tem vindo a beneficiar dos investimentos realizados na modernização tecnológica, optimização de processos e capacitação das equipas, registando uma produtividade média por colaborador de AOA 220 milhões. Este indicador demonstra não apenas uma maior eficiência operacional, mas também a crescente capacidade do Banco para gerar resultados sustentáveis através da valorização dos seus recursos humanos e tecnológicos.

De uma forma geral, estes resultados confirmam a trajectória de consolidação, crescimento e transformação que o BCI tem vindo a implementar nos últimos anos, reforçando a sua posição como uma instituição financeira sólida, rentável e cada vez mais preparada para apoiar o desenvolvimento económico de Angola.

 

3. O Banco de Comércio e Indústria (BCI) tem participado em iniciativas internacionais como o SIBOS e o Mastercard Africa EDGE e isto demonstra uma clara intenção de estabelecer parcerias globais e incorporar inovação no sistema financeiro nacional. Neste contexto, de que forma estas parcerias e colaborações estratégicas contribuem para o fortalecimento do ecossistema financeiro do BCI? E, olhando para o futuro, que novas parcerias ou áreas de cooperação o banco pretende explorar?

Vladmir Ferraz:
A participação do BCI em eventos internacionais como o Sibos e o Mastercard Africa EDGE demonstra, acima de tudo, a nossa ambição de continuar a modernizar o Banco e aproximá-lo das principais tendências do sistema financeiro internacional.

Hoje, o sector bancário está a mudar muito rapidamente, impulsionado pela tecnologia, pelos meios digitais e pelas novas exigências dos clientes. Participar nestas plataformas permite-nos acompanhar essa evolução, trocar experiências com outras instituições financeiras e desenvolver parcerias estratégicas que podem trazer valor acrescentado para o Banco e para os nossos clientes.

Estas iniciativas têm contribuído para reforçar áreas importantes como a transformação digital, os meios de pagamento, a inovação tecnológica, a cibersegurança e a eficiência operacional. Ao mesmo tempo, ajudam-nos a fortalecer relações com bancos internacionais, fintechs e parceiros tecnológicos, aumentando a capacidade do BCI de responder aos desafios de um mercado cada vez mais competitivo e global.

Olhando para o futuro, queremos continuar a aprofundar parcerias nas áreas de inclusão financeira, banca digital, inteligência artificial, pagamentos electrónicos, financiamento às PME’s e apoio aos sectores produtivos, sobretudo agricultura e indústria transformadora.

O nosso objectivo é continuar a construir um banco moderno, próximo das pessoas e preparado para apoiar o crescimento sustentável da economia angolana, sempre alinhado com as melhores práticas internacionais.

No futuro, queremos continuar a desenvolver parcerias nas áreas de inovação, pagamentos digitais, inclusão financeira e tecnologia aplicada à banca.

 

4.  Nos últimos anos, o Banco de Comércio e Indústria (BCI) tem implementado diversas iniciativas de transformação digital e automação, incluindo a modernização das suas plataformas de banca digital, a adoção de infraestruturas baseadas em cloud como o Microsoft Azure e a integração de sistemas empresariais como o Odoo para otimizar as operações internas. Adicionalmente, o banco tem vindo a recorrer a ferramentas como a plataforma Kuzwela para reforçar a transparência e a visibilidade operacional. Neste contexto, quais têm sido os principais resultados destas iniciativas ao nível da eficiência operacional e da satisfação dos clientes? Adicionalmente, que outras ideias ou projetos de inovação e automação o BCI está a considerar para o futuro?

Vladmir Ferraz:
A transformação digital constitui hoje um dos pilares centrais da estratégia do Banco de Comércio e Indústria. Nos últimos anos, o Banco tem vindo a investir na modernização das plataformas tecnológicas, na expansão dos canais digitais, na automatização de processos internos e na integração de novas soluções de gestão e monitorização operacional.

A actualização do core banking, a adopção de infraestruturas cloud e a implementação de ferramentas de suporte operacional e de transparência permitiram reforçar significativamente a eficiência do Banco, melhorar os tempos de resposta, simplificar processos e proporcionar uma experiência mais rápida, segura e acessível aos clientes.

Estes ganhos têm sido particularmente importantes no apoio às PME’s, à agricultura e aos sectores produtivos, onde a rapidez no acesso aos serviços financeiros e à tomada de decisão é fundamental.

Ao mesmo tempo, a digitalização tem permitido aumentar a proximidade com os clientes e expandir o acesso aos serviços bancários em regiões com menor cobertura financeira, contribuindo para a inclusão financeira e formalização da economia.

Olhando para o futuro, o BCI continuará a investir em inovação, automação e soluções digitais, com foco na melhoria contínua da experiência do cliente, no reforço da segurança, na eficiência operacional e no desenvolvimento de produtos cada vez mais simples, acessíveis e ajustados às necessidades da economia angolana.

 

5.  O banco de Comércio e Indústria (BCI) tem desempenhado um papel cada vez mais relevante no apoio ao desenvolvimento económico e social de Angola, nomeadamente através do financiamento à agricultura, às pequenas e médias empresas (PME) e de iniciativas que promovem a inclusão financeira em comunidades menos servidas. Em paralelo, o banco tem vindo a reforçar o seu modelo de governação e as práticas de transparência no âmbito da sua recente transformação. Poderia partilhar connosco qual tem sido o impacto social e económico destas iniciativas junto das comunidades e do tecido empresarial angolano? E, adicionalmente, de que forma o BCI está a integrar e a desenvolver práticas ESG (Ambientais, Sociais e de Governação) na sua estratégia e operações?

Vladmir Ferraz:
O BCI tem vindo a reforçar o seu compromisso com o desenvolvimento económico e social de Angola, sobretudo através do apoio aos sectores produtivos, às PME’s, à agricultura e às iniciativas que promovem maior inclusão financeira.

O nosso entendimento é que uma economia mais forte constrói-se apoiando quem produz, quem empreende e quem cria emprego. Por essa razão, o Banco tem procurado disponibilizar soluções financeiras mais ajustadas às necessidades das empresas, das famílias e dos pequenos operadores económicos.

Temos igualmente investido na modernização do Banco, quer ao nível tecnológico, quer ao nível da eficiência operacional e da proximidade com os clientes. A digitalização dos serviços e as iniciativas de literacia financeira têm permitido levar os serviços bancários a mais pessoas e facilitar a integração de muitos operadores económicos no sistema financeiro formal.

Um exemplo importante é o Programa Banqueiro da Zunga, desenvolvido em parceria com o INAPEM e a Academia de Literacia de Angola, que tem contribuído para aproximar os pequenos negócios do sistema bancário, promovendo maior capacitação financeira e inclusão económica.

Relativamente ao ESG, o Banco tem vindo a integrar estes princípios de forma gradual na sua estratégia. Na vertente social, destacaria o apoio à inclusão financeira, à educação financeira e ao desenvolvimento das PME’s e dos sectores produtivos.

Na componente de governação, temos reforçado os mecanismos de transparência, controlo interno, gestão de risco e alinhamento com as melhores práticas de governação corporativa.

Já na componente ambiental, reconhecemos a crescente importância da sustentabilidade e pretendemos continuar a evoluir na integração de critérios ambientais e de sustentabilidade nas nossas operações e decisões de financiamento.

O nosso objectivo é continuar a construir um banco mais moderno, inclusivo, sustentável e cada vez mais próximo das necessidades da economia angolana e das comunidades que servimos.

6. O Banco de Comércio e Indústria (BCI) tem vindo a reforçar a sua posição no sistema financeiro angolano através de iniciativas como o lançamento de plataformas digitais para maior transparência, o apoio estruturado ao sector energético e a aposta em inovação e parcerias internacionais, demonstrando um papel cada vez mais relevante no financiamento da economia real. Olhando para o futuro, existem planos para expandir esta estratégia através da introdução de novos instrumentos financeiros, soluções digitais ou iniciativas sectoriais específicas que permitam ao BCI consolidar o seu contributo para o crescimento económico sustentável de Angola?

Vladmir Ferraz:
Os produtos Zungueira e Monami foram desenvolvidos com o objectivo de responder de forma mais próxima às necessidades reais dos clientes, tornando o acesso aos serviços bancários mais simples, conveniente e acessível, sobretudo para segmentos tradicionalmente menos integrados no sistema financeiro.

Esta abordagem faz parte de uma visão mais ampla do Banco de Comércio e Indústria, que passa por desenvolver soluções cada vez mais inclusivas, digitais e adaptadas à realidade económica e social angolana.

O nosso objectivo é continuar a expandir esta estratégia através da criação de novos produtos e instrumentos financeiros orientados para diferentes segmentos da população e sectores da economia, com especial enfoque nas micro, pequenas e médias empresas, nos jovens empreendedores, na agricultura, no comércio informal em processo de formalização e nas comunidades com menor acesso aos serviços financeiros tradicionais.

Paralelamente, continuaremos a investir na modernização dos canais digitais, automatização de processos, melhoria da experiência do cliente e expansão da inclusão financeira, permitindo que mais cidadãos tenham acesso a soluções bancárias simples, seguras e eficientes.

Neste contexto, destacaria igualmente iniciativas como o Programa Banqueiro da Zunga, desenvolvido em parceria com o INAPEM e a Academia de Literacia de Angola, que reflecte o compromisso do Banco com a literacia financeira, capacitação dos pequenos operadores económicos e integração progressiva na economia formal.

O BCI pretende continuar a afirmar-se como um banco próximo das pessoas, comprometido com a inovação, com a inclusão financeira e com os desafios do crescimento sustentável e da diversificação económica de Angola.

 

7.  Como executivo com uma sólida experiência em banca de investimento, gestão de fundos de pensões e governação corporativa — tendo desempenhado funções como administrador independente antes de assumir a presidência do Conselho de Administração do Banco de Comércio e Indústria (BCI) — poderia partilhar connosco quais foram os valores, decisões e experiências profissionais que mais influenciaram o seu percurso? E, nesta nova fase como PCA, qual é a sua visão estratégica para o fortalecimento do BCI no sistema financeiro angolano e que legado ambiciona deixar na instituição?

Vladmir Ferraz:
Ao longo do meu percurso profissional no sector financeiro angolano, tive a oportunidade de trabalhar em diferentes áreas da banca, Fundos de investimentos, fundos de pensões e seguros, experiências que me permitiram acompanhar de perto a evolução económica e institucional de Angola e compreender melhor os desafios e oportunidades do nosso sistema financeiro.

Essas experiências influenciaram profundamente a minha visão sobre liderança e gestão institucional. Aprendi que, no sector financeiro credibilidade, prudência, disciplina e visão estratégica são factores essenciais para garantir estabilidade, crescimento sustentável e confiança dos clientes e do mercado.

Ao longo da minha carreira, sempre procurei defender uma abordagem assente no rigor da governação, na responsabilidade institucional e na necessidade de as instituições financeiras estarem verdadeiramente ligadas à economia real e às necessidades concretas do país.

Enquanto Presidente do Conselho de Administração do Banco de Comércio Indústria, procuro materializar essa visão através da consolidação de um banco cada vez mais moderno, sólido, próximo dos clientes, assente em elevados padrões de governação, sustentabilidade, eficiência e responsabilidade institucional.

A nossa estratégia passa por reforçar eficiência operacional, acelerar a transformação digital, fortalecer os mecanismos de controlo e gestão de risco, melhorar continuamente a experiência do cliente e consolidar o posicionamento do Banco no apoio às famílias, às PME’s, à agricultura e aos sectores produtivos nacionais.

Acredito que o BCI deve continuar a afirmar-se como um parceiro estratégico do desenvolvimento económico de Angola, contribuindo para a inclusão financeira, diversificação da economia e para o fortalecimento do sector empresarial angolano.

Relativamente ao legado, gostaria de deixar uma instituição mais forte, mais moderna, financeiramente sustentável e reconhecida pela sua credibilidade, proximidade e capacidade de adaptação aos desafios de um sector financeiro cada vez mais exigente e competitivo.

More Information

Captura de pantalla 2026-07-14 a las 17.30.23
Arlindo das Chagas Rangel
Presidente do Conselho de Administração AIPEX – Agência de Investimento Privado e Promoção das Exportações
Captura de pantalla 2026-07-14 a las 17.29.10
Jean-Yves Lunot
Country Manager - Africa Global Logistics (AGL)
Captura de pantalla 2026-07-14 a las 17.22.54
Hélder Araújo
Diretor / Membro do Conselho de Administração
Captura de pantalla 2026-07-09 a las 12.10.11
Alexandre Carreira
PCE of NOSSA Seguros
Captura de pantalla 2026-07-09 a las 12.04.45
Paulo Pizarro
Chairman & CEO - Novagest Serviços e Gestão S.A
Captura de pantalla 2026-07-09 a las 11.58.10
Riaze Karim
Co-Founder & Chief Innovation Officer - Forefront Systems
Adam Glapinski, President of the National Bank of Poland (NBP)
Adam Glapiński
President of the National Bank of Poland (NBP)
Captura de pantalla 2026-07-07 a las 11.29.17
Azhar Jaffer
Owner and CEO of Fairway Boutique Hotel
Captura de pantalla 2026-07-06 a las 18.02.10
Hussein Khatoun
Founder and CEO Basel Angola (Sociedade de Detergentes)
Francisco Monteiro-BRIMONT (1)
Francisco Monteiro
Chief Executive Officer (CEO) & Chairman of BRIMONT
Captura de pantalla 2026-07-02 a las 13.24.44
Sérgio Dias de Sousa
Senior Partner - SOAPRO
Captura de pantalla 2026-07-01 a las 18.02.21
Erick Camargo
Director General - Afrizona
Mr Rajbir Rai Singh
Rajbir Singh Rai
CEO of Hima Cement
Captura de pantalla 2026-06-25 a las 15.06.54
Ivanilson Machado
Chief Executive Officer - Pumangol
Captura de pantalla 2026-06-25 a las 14.04.42
António Dinis Mendes
Chief Executive Officer (CEO) - African Bank of Oman (ABO)
MZL Fortune
Marcelo Zoéga da Lima
Country Manager – Atlas Copco Angola
ChatGPT Image 18 jun 2026, 17_52_08
Mahomed Ibrahim
Chairman of the Board (PCA) - REMAX Angola Multitrust
Captura de pantalla 2026-06-16 a las 13.17.07
Jorge de Morais
General Manager, KAESO Energy Services
Captura de pantalla 2026-06-15 a las 17.33.59
Augusto Baptista
Founder & CEO - Ohuasi Investment
b3b1c8df-65a6-4472-9bed-1be2463800e9
Luis Saraiva
CEO - Detudo
WhatsApp Image 2026-05-14 at 11.53.20
Agostinho da Rocha Fernandes da Silva
Presidente do Conselho de Administração (PCA) – Nova Cimangola
ed610a5b-aedd-4145-9da9-2c4975717f14
David Wang
Chief Executive Officer - Ution Tecnologia Lda
4119903b-62a6-4540-92c0-be9f309e6cb1
Masayasu Yamashiro
President - Okinawa Financial Group
c84a628c-622c-4ad5-b72e-d121f81ec27d
David Hanna
CEO - Finmo, Singapore
Captura de pantalla 2026-06-06 a las 11.13.31
Imran Abbasi
CEO of Pakistan Petroleum Limited
Ernest Enrique, Chairman & CEO, CMS Corporation
Ernest Enrique
Chairman and CEO of CMS Corporation (United States – Guam Operations)
BRAYXTZvQaqrzf6dpp44
Álvaro Rey
General Manager of InterContinental Presidente
director_01
Setsuko Hashimoto
Representative Board Director and President/CEO, CellSeed Inc
Captura de pantalla 2026-06-04 a las 21.23.14
Nelson Soutinho
Director de Engenharia - CARMON
Promasidor ceo
Vitor Santos
General Manager at Promasidor Angola
Captura de pantalla 2026-06-04 a las 21.15.19
Roxanne Guerin
Directora-Geral - EUROSTRAL, LDA
Captura de pantalla 2026-06-04 a las 21.10.45
Daniel Araujo
CEO - Asseco
BIC- ADM-0957
Hugo Teles
CEO at Banco BIC
PHOTO-2026-05-29-10-37-04
Vladimir Ferraz
Presidente do Conselho de Administração Banco de Comércio e Indústria (BCI)
PCE Nuno Veiga
Nuno Veiga
CEO – Pay4All
EM director
Sebastião Vemba
Diretor – Economia & Mercado
Minister industry and commerce
Rui Miguêns de Oliveira
Ministro da Indústria e Comércio
Lusocola ceo
Gonçalo Soveral
Sócio – Gerente da Lusocola
João teiga orey
João Teiga
CEO – Orey
Salvador photo
Salvador Muteka Tavares Emílio
General Manager at Shoprite Angola
ABD4AAC7-506C-41EA-BCB1-1D46DE14572A_1_105_c
Nuno Nascimento
Vice Presidente – Lyon
sameer jafeer foto 3
Sameer Jaffer
General Manager at SICIE
Captura de pantalla 2026-05-18 a las 14.12.17
Ulanga Gaspar Martins
CEO at Grupo Poliedro
_MSS2589
Paulino Fernando de Carvalho Jerónimo
PCA – Agência Nacional de Petróleo e Gás e Biocombustíveis
AGL ceo
Jean-Yves Lunot
Country Manager at AGL Angola
Captura de pantalla 2026-05-12 a las 18.29.40
Miguel Baptista
Managing Director – Central, East and Southern Africa SLB
Teleservice ceo photo
José Carlos Figueiredo
CEO – Teleservice
trasngas
Abilio Almirante
CEO – Transgás
VP foto 1
Victor Povoa
Diretor Geral - Americanflag
G4SManager Venâncio Epolua.
Venâncio Epolua
CEO – G4S Angola
barbot
João Carlos Barbot
Administrador Delegado – Barbot Angola
Captura de pantalla 2026-04-08 a las 12.51.31
Fabio Bravo da Rosa
PCE – Hybris Soluções
Ângelo_Gama_V2
Angelo Gama
CEO da Angola Cables
Captura de pantalla 2026-03-30 a las 11.27.17
Tiago Morais
General Manager - Nova Sotecma
IMG_0420
Tomasz Dowbor
CEO at Grupo Boa Vida
IMG_0419
Frans Jol
CEO – SOGESTER(Sociedade Gestora de Terminais)
Porto de soyo
Fernando Dias
PCA, Porto do Soyo
IMG_8215
Maria Miguel Pinto
General Manager at Raxio Angola
IMG_0523
Artur Duarte
CEO da Tranquilidade Angola
Prometeus
António Magalhães
Director-Geral de PROMETEUS
IMG--Helder-Carreira
Hélder Carreira
Managing Partner at Tintas Toptech
PCA. Adilson Nelumba #001.jpg (1)
Adilson Mangueira Nelumba
Founder & Managing Director, Copia Group
Captura de pantalla 2026-02-13 a las 13.22.55
Maria das Dores Jesus Correia Pinto
Presidente da Agência de Proteção de Dados (APD)
Paul-Mcdade-scaled
Paul McDade
CEO of Afentra
CEO- Carlos Firme
Carlos Firme
CEO da Fortaleza Seguros
Ricardo-5
Ricardo Grion
CEO da Black Ouro Serivces
540723-CEO Christine Baleto Headshot-a3dbc7-original-1717385722
Christine Baleto
President and CEO, Docomo Pacific
Siska Hutapea photo (2)
Siska S. Hutapea
Founder & President, Cornerstone Valuation
Jamika Taijeron, Managing Director, MVA (1)
Jamika Taijeron
Managing Director, Marianas Visitors Authority
1517680428615
Alexis Fallon
President of Tano Group
Derek Sasamoto, Executive Director, CEDA
Derek Sasamoto
Executive Director, Commonwealth Economic Development Authority (CEDA)
Jere Johnson, Hawaiian Rock Products
Jere Johnson
President of Rock Products Corporation and Hawaiian Rock Products
CUC Directors 2025
Richard Hew
President and CEO of Caribbean Utilities Company
Geoff Ruddick, Managing Director and Country Head of Hawksford Cayman
Geoff Ruddick
Managing Director and Country Head of Hawksford Cayman Islands
Alanna Trundle, President of Global Captive Management (GCM)
Alanna Trundle
President of Global Captive Management Limited
Benjamin Reid, CEO of The Catalyst Group
Benjamin Reid
Founder & Chief Executive Officer (CEO) of The Catalyst Group
Fleur Coleman and Stefan Cohen, Co-Owners, The Agency
Fleur Coleman & Stefan Cohen
Co-Owners and Co-Brokers of The Agency Real Estate Cayman Islands
EYE_4957
Michael Joseph
CEO of Property Cayman
Troy Headshot
Troy Burke
Co-Owner and Director of Heritage Holdings
Charlie Kirkconnell, CEO Cayman Enterprise City
Charles Kirkconnell
CEO of Cayman Enterprise City
Captura de pantalla 2025-12-23 a las 13.22.46
James Lagan
Director at Bronte Development
Luis Nigorra
Luis Nigorra
Director of Golf Santa Ponsa
Operatec
Alberto Figuereido
Chief Executive Officer (CEO) of Operatec
Captura de pantalla 2026-05-10 a las 20.35.21
Paul Ko
Director, Heep Wo Investment
Captura de pantalla 2025-10-14 113503
Kelotsositse Olebile
Chief Executive Officer (CEO) of the Botswana Investment and Trade Centre (BITC)
Foto entrevistados
Ben Seager & Quest Maundo
General Manager and Lodge Manager at Xigera Safari Lodge
SeedCo.jpg -Sam
Samson Ruwisi
MD for Seed Co Botswana & Group Head of Treasury and CCU Markets
500_ba33ec49daeeb0bcf844d60c3ea1e0f7
Mikael Landström
Founder and CEO of the Portixol Group.
Captura de pantalla 2025-10-01 174154
Mohamed Siyame
President of the Chamber of Commerce and Industry Angola–Saudi Arabia (CCIAAS)
Captura de pantalla 2025-10-01 173654
Juan Carlos Alvarez
World Bank Country Manager for Angola and São Tomé and Príncipe
Captura de pantalla 2025-10-01 172503
Jean-Raphaël Gros-Désormeaux
Director of Research at CNRS Antilles
PHOTO BELLAY (1)
Béatrice Bellay
Member of Parliament for Martinique
PHOTO DI GERONIMO
Bénédicte di Géronimo
President of the Martinique Tourism Committee
Captura de pantalla 2025-09-21 213124
Pablo Carrington
Founder & CEO of Marugal Distinctive Hotel Management
Captura de pantalla 2025-09-18 102558
Jonny Greenall
Founder and Managing Director of Balearic Helicopters
isabel-teruel-puede-morir-exito
Isabel Teruel
Operations Director and General Manager of Port Adriano, Vice President of the Balearic Nautical Association.
Maria1
Maria Renart
CEO of Essentially Mallorca
unnamed
Bernat Bonnin
President and Chief Executive Officer (CEO) of Robot, S.A
kFlw9QIX_400x400
Jose Luis Arrom
General Manager of Club de Mar
Llorenç Galmés
Llorenç Galmés
President of the Consell de Mallorca