Hélder Araújo
Diretor / Membro do Conselho de Administração

1. A Casais está presente em Angola desde 1999, e Angola é um dos principais mercados internacionais do Grupo. Quais foram os marcos mais importantes da empresa em Angola, e de que forma a Casais ajudou a fortalecer o setor da construção e das infraestruturas do país?

Hélder Araújo:
A empresa estabeleceu-se em Angola em 1999. Os primeiros anos foram anos de arranque, essencialmente dedicados a criar e reforçar a capacidade da empresa e a consolidar a sua presença no país.

Ao longo das últimas duas décadas, a atividade intensificou-se de forma consistente. Estamos em Angola há cerca de 27 anos e, desde o primeiro dia, a nossa visão para o país foi e continua a ser de longo prazo.

Entrámos com o desafio e a oportunidade de desenvolver infraestruturas no país, numa primeira fase através da edificação. Esse era o nosso core, e construímos escolas, hospitais e edifícios comerciais e residenciais, com uma atuação muito forte nessa área.

A partir daí, tivemos uma evolução natural para as grandes infraestruturas: estradas, águas, energia e, mais recentemente, ferrovias.

Todo este crescimento foi acompanhado por um forte investimento na criação de capacidade instalada em Angola, não apenas na construção, mas também na indústria.

Cedo percebemos que, para garantir a capacidade de resposta, a qualidade e os prazos contratuais assumidos com os clientes, teríamos de desenvolver um conjunto de indústrias de suporte: carpintaria, estruturas metálicas, fachadas, mecânica, hidráulica e eletricidade. Criámos ainda uma fábrica de artefactos de betão para dar suporte à construção.

Hoje, mais do que uma construtora, somos um grupo económico, com presença forte na construção, na indústria e no investimento imobiliário.

Esta é uma trajetória que se tem consolidado ano após ano, e que implica reforçar capacidade em duas frentes: a componente física, equipamentos e fábricas e, sobretudo, as pessoas, preparando-as para desafios cada vez maiores.

Este tem sido o nosso percurso em Angola desde que chegámos e é com essa mesma visão de longo prazo que continuamos a olhar para o mercado angolano.

 

2. A Casais Angola desenvolveu capacidades industriais, logísticas e produtivas que lhe permitem servir projetos em todo o país. Que indicadores demonstram melhor a escala atual da Casais Angola em termos de projetos, força de trabalho, capacidade de execução e impacto em Angola?

Hélder Araújo:
Somos hoje, efetivamente, uma empresa nacional: temos capacidade para executar qualquer empreitada, de qualquer natureza, em qualquer parte do país.

A nossa presença estende-se de Cabinda ao Cunene. Neste momento, temos obras em curso em Cabinda, no Uíge, em Luanda, em Benguela, no Cuanza Sul e no Namibe. Essa capilaridade traduz o nosso compromisso com o Executivo e a vontade de fazer parte das soluções para os desafios do país.

A nossa atividade centra-se essencialmente na edificação e nas infraestruturas, e o contributo para o país mede-se por resultados concretos.

Vê-se, desde logo, nos hospitais que temos construído no âmbito do reforço do Sistema Nacional de Saúde, com o Ministério da Saúde, unidades com qualidade de referência internacional, vários dos quais se encontram em funcionamento.

Vê-se também nos projetos estruturantes de abastecimento de água e estradas, em Luanda e noutras províncias. É um impacto direto na vida das populações: a qualidade de vida de uma família muda no momento em que passa a ter água em casa e boas condições de mobilidade.

E vê-se nas escolas. Estamos a construir escolas em Luanda e nas províncias, o que eleva o patamar da educação das camadas mais jovens e ajuda a preparar a próxima geração.

Há ainda o indicador do emprego. Contamos atualmente com cerca de 4 mil colaboradores a trabalhar diretamente connosco, um universo que valorizamos fortemente e que é, em si mesmo, uma medida do nosso contributo.

No fundo, cada escola, hospital ou estrada gera um conjunto de mais-valias na região onde se implanta: dinamiza o negócio local e eleva aquela geografia. O nosso impacto traduz-se, de forma clara, na melhoria das condições de vida das pessoas, na geração de emprego e na criação de valor nos setores onde estamos presentes.

 

3. O Grupo Casais está a investir na construção sustentável, na industrialização e em métodos off-site para tornar a construção mais eficiente e previsível. Como está a Casais Angola a integrar inovação e melhores métodos construtivos nos seus projetos?

Hélder Araújo:
Esta é uma das áreas em que mais temos investido nos últimos cinco anos.

O Grupo Casais tem mais de 68 anos e está presente em 17 países. Essa dimensão dá-nos uma visão ampla e permite-nos equilibrar a experiência de mercados altamente desenvolvidos com a de mercados emergentes. Vemos a inovação como um todo: quando desenvolvemos um projeto de inovação, fazemo-lo para o grupo, e não para um país isolado. Há inovação criada em Angola que exportamos para outros países, tal como trazemos para os nossos colaboradores em Angola inovação desenvolvida noutras geografias.

No plano digital, temos investido fortemente em BIM, a modelação 3D dos projetos, e em plataformas tecnológicas de gestão e planeamento integrado. Utilizamos já robôs e inteligência artificial para recolher informação das empreitadas: temos vários projetos-piloto em que os dados das obras são transferidos automaticamente para a nossa cloud, onde a equipa de back office os interpreta e identifica melhorias. A inteligência artificial já não é futuro; é uma realidade do presente.

Em paralelo, estamos a industrializar a construção. Temos fábricas montadas na Europa e estamos a instalar uma nova unidade de construção off-site em Angola, na zona de Viana, onde concentramos os nossos polos industriais e logísticos. Elementos como escadas, pilares e vigas, bem como componentes elétricas e mecânicas, passam a ser produzidos em fábrica e seguem depois, diretamente para o local da obra. Enquanto uma parte dos trabalhos decorre em obra, outra avança em fábrica, o que encurta prazos, eleva a qualidade e reduz o desperdício, num ambiente muito mais controlado.

É, no fundo, trazer para a construção o mindset da indústria automóvel e as metodologias Lean: tudo é pensado, as máquinas, o encadeamento dos processos, a atribuição de tarefas, a supervisão, o controlo de qualidade e a logística. É uma lógica completamente diferente da produção tradicional em obra.

A inovação está também na construção modular, onde introduzimos critérios de ESG através de tecnologias híbridas que combinam diferentes materiais para reduzir a pegada ecológica, numa lógica de construção sustentável.

E não termina com a entrega da obra. Estamos a desenvolver soluções de facility management que aumentam a longevidade e a utilidade do edifício, permitindo ao utilizador monitorizar e gerir a sua eficiência energética, de utilização e de consumo de água.

Por fim, trabalhamos a economia circular e um controlo mais rigoroso da cadeia de valor, incluindo o recurso a blockchain para dar rastreabilidade à supply chain. Para nós, isto é fundamental.

 

4. A Casais Angola desenvolveu uma plataforma abrangente nas áreas da construção, imobiliário, ambiente, agricultura e serviços para o setor do petróleo e gás, refletindo a evolução do mercado. Que parcerias têm sido mais importantes para a Casais Angola, e onde identifica novas oportunidades para construir parcerias mais fortes no país?

Hélder Araújo:
Somos uma empresa aberta, e a parceria é um conceito bem enraizado na nossa cultura. Acreditamos que o desenvolvimento de um país se faz pela agregação de interesses e valores, sobretudo com parceiros que trazem complementaridade e nos ajudam a ser melhores.

Nessa lógica, temos construído parcerias em várias frentes.

No Oil & Gas, identificámos uma oportunidade clara: tendo capacidade instalada em Angola, criámos uma empresa do grupo que presta serviços aos grandes operadores no país, tanto onshore como offshore, em regime de parceria. É uma área já em fase de consolidação e com um negócio em forte crescimento. Vemos aqui um duplo contributo, capacitar quadros nacionais e apoiar a substituição de importações, seja de serviços, equipamentos ou materiais. 

Esse é, aliás, um efeito transversal das nossas indústrias: ao transformar e produzir localmente, criamos valor no país, evitamos importações e contribuímos para melhorar a balança de pagamentos, entregando ao mesmo tempo um serviço de qualidade.

No imobiliário, tiramos partido da nossa capacidade de engenharia e da credibilidade da marca para desenvolver projetos comerciais, de escritórios, de serviços e residenciais, alguns apenas com a nossa empresa imobiliária do grupo, outros em parceria com diferentes operadores no mercado.

E, ao nível do Estado, procuramos ser um agente de transformação e um parceiro ativo do Executivo. Em vários projetos estruturantes, temos reafirmado esse compromisso trazendo soluções integradas, projeto, engenharia, financiamento e execução em regime EPC ou chave na mão, com as garantias necessárias para que sejam concluídos dentro do prazo. Assim, entregamos o produto final ao nosso cliente Estado, para que este o coloque ao serviço da nação.

Esta abertura para trabalhar com outros agentes está presente em todo o nosso ciclo produtivo e é algo que cultivamos diariamente.

 

5.  O Grupo Casais colocou o ESG e a construção sustentável no centro da sua estratégia de longo prazo. Em termos práticos, que ações concretas está a Casais Angola a desenvolver para reduzir o impacto ambiental e construir de forma mais responsável?

Hélder Araújo:
Começando pela componente ambiental: a nossa prioridade é que as construções sejam cada vez mais sustentáveis, com forte atenção à pegada ecológica.

Para o Grupo, o ESG é um pilar estruturante. Sendo um grupo global, e à luz das novas exigências europeias em matéria de sustentabilidade, produzimos um relatório de ESG à escala do grupo e não país a país, desde há mais de cinco anos, a par do Relatório e Contas. Consolidar todas as geografias com KPIs comuns é exigente, mas garante que as práticas são idênticas em todos os países.

Em termos concretos, há um princípio de favorecer materiais e equipamentos amigos do ambiente e de valorizar a economia circular. Na execução, cuidamos dos consumos energéticos desde a fase de projeto, optando por equipamentos eficientes que reduzam o consumo dos edifícios.

Temos também investido no aproveitamento de água: em Angola, já construímos edifícios que reutilizam águas pluviais para rega, jardins, lavagens e instalações sanitárias, além de soluções com painéis solares. E estamos a desenvolver estruturas que combinam madeira e betão, a madeira em substituição parcial do betão reduz as emissões de carbono, com um sistema inovador de uma parceria com uma empresa austríaca, já aplicado em vários países.

Na dimensão social, as pessoas são o nosso principal ativo e não é uma frase feita. Somos um negócio intensivo em mão de obra: sem as pessoas, não atingimos os níveis de qualidade e eficiência que exigimos. Por isso apostamos fortemente na formação, através das nossas academias, global e em Angola, com cursos presenciais e online que abrangem todas as geografias e todos os níveis, do operacional à gestão. A língua portuguesa comum é aqui uma vantagem: os colaboradores em Angola formam-se no mesmo âmbito que os de Portugal ou do Brasil.

Ao nível do governance, alinhamos com políticas rigorosas de transparência, princípios éticos e compliance, assentes num modelo de governo com procedimentos bem definidos, níveis de reporte claros e mitigação de riscos. Como empresa presente em 17 países, há pilares que não podem variar de mercado para mercado: os princípios de ESG e os procedimentos definidos são incontornáveis e cumpridos em qualquer geografia.

 

6. A Casais Angola afirma apoiar causas sociais como parte da sua abordagem de responsabilidade local. Que iniciativas de responsabilidade social são mais importantes para a Casais Angola hoje, e de que forma estão a criar valor mensurável para as comunidades no país?

Hélder Araújo:
A nossa atuação social organiza-se em torno de dois eixos: as pessoas que trabalham connosco e as comunidades onde executamos obras.

Nas pessoas, a formação e a capacitação, que já referi, são a base: o objetivo é desenvolver competências, criar estabilidade profissional e preparar quadros nacionais para desafios futuros. 

Nas comunidades, partimos de um princípio simples: quando chegamos a uma região, a nossa presença tem impacto e queremos que esse impacto seja positivo e duradouro. Por isso, sempre que possível, integramos pessoas locais nas nossas obras, geramos emprego e apoiamos necessidades associadas à melhoria das condições locais.

No fundo, o nosso objetivo é que cada população veja a presença da Casais como algo que cria valor. A obra não pode ser apenas uma intervenção física, tem de deixar um legado positivo na comunidade. 

 

7. A agenda de infraestruturas de Angola está a ganhar um novo impulso, especialmente à medida que o Corredor do Lobito atrai grande financiamento internacional e atenção regional. Quais são as principais prioridades da Casais Angola para futuros projetos, crescimento e criação de valor a longo prazo?

Hélder Araújo:
A nossa é uma visão que atravessa fronteiras e se tem transmitido de geração em geração. Queremos ser uma referência em engenharia, mais do que uma construtora, um grupo económico reconhecido pela qualidade da sua engenharia, à escala global, em todos os países onde estamos.

Em Angola, a prioridade é clara: continuar a investir em infraestruturas. É onde estão os maiores desafios, mas também as maiores oportunidades, e é o que permitirá ao país alcançar um patamar de desenvolvimento diferente. Especializámo-nos, ao longo dos últimos anos, em estradas, portos, ferrovias, aeroportos, hospitais, escolas e hotéis, e é aí que vamos continuar a reforçar capacidade.

Estas infraestruturas são também a base da confiança dos investidores, nacionais e internacionais. Essa confiança constrói-se em duas frentes que se complementam: um ambiente de negócios sólido, segurança e previsibilidade nos planos político, financeiro e jurídico e a realidade no terreno, feita de boas estradas, aeroportos, hospitais, hotéis, ferrovias e portos. É um esforço conjunto, do país e dos seus parceiros, e a Casais quer ser parte ativa dele.

Compreendendo estes desafios, queremos continuar a ser um parceiro do Governo e do país na resolução dos grandes problemas estruturantes, um agente dinâmico, capaz de assumir qualquer empreitada e de a entregar nos termos previstos. É assim que se reforça a confiança dos investidores e se abre caminho para outro nível de desenvolvimento. 

 

8. O seu trabalho com a Casais Angola está intimamente ligado ao percurso de 25 anos da empresa no país, um período marcado pela construção, pela transferência de conhecimento e pelo desenvolvimento de talento técnico angolano. Tendo em conta este percurso, de que conquistas mais se orgulha, e que legado gostaria de deixar no setor da construção em Angola?

Hélder Araújo:
Estes 25 anos foram feitos, acima de tudo, com muito trabalho de equipa. 

Nenhum líder faz um bom trabalho sozinho: é preciso visão, dedicação e esforço, mas tudo se constrói com uma boa equipa.

E é dela que mais me orgulho. A equipa que a Casais construiu ao longo destes anos está preparada para os desafios que aí vêm. Dá um orgulho enorme ver pessoas que entraram no universo Casais, que aqui se formaram, encontraram oportunidades e cresceram connosco. Esse crescimento e a estabilidade dessas pessoas são fundamentais, porque o futuro da empresa, e do país, far-se-á com quem cá está.

O futuro passa também pela relação com os nossos parceiros, que tanto nos ajudaram a desenvolver a empresa, e por manter um diálogo permanente, aberto e construtivo com o Executivo. As dificuldades são muitas e não estão apenas de um dos lados. O que conta é a atitude: sermos proativos e termos a coragem de enfrentar os desafios.

A minha liderança tem sido, e continuará a ser, orientada para fazer a diferença de forma positiva.

Quanto ao legado, o maior não está nas obras ainda que as obras falem por si. Está no impacto que deixam nas pessoas. Quando um município passa a ter um hospital que dignifica a sua população, ou quando uma escola forma crianças que, daqui a uma década, serão uma geração mais preparada, isso é legado. O mesmo vale para uma estrada ou um aeroporto.

As obras ficam, mas as gerações evoluem. O maior legado que podemos deixar é garantir que esta visão permanece e que as pessoas continuam a fazer a diferença, com sentido positivo e construtivo.

More Information

Captura de pantalla 2026-07-14 a las 17.30.23
Arlindo das Chagas Rangel
Presidente do Conselho de Administração AIPEX – Agência de Investimento Privado e Promoção das Exportações
Captura de pantalla 2026-07-14 a las 17.29.10
Jean-Yves Lunot
Country Manager - Africa Global Logistics (AGL)
Captura de pantalla 2026-07-14 a las 17.22.54
Hélder Araújo
Diretor / Membro do Conselho de Administração
Captura de pantalla 2026-07-09 a las 12.10.11
Alexandre Carreira
PCE of NOSSA Seguros
Captura de pantalla 2026-07-09 a las 12.04.45
Paulo Pizarro
Chairman & CEO - Novagest Serviços e Gestão S.A
Captura de pantalla 2026-07-09 a las 11.58.10
Riaze Karim
Co-Founder & Chief Innovation Officer - Forefront Systems
Adam Glapinski, President of the National Bank of Poland (NBP)
Adam Glapiński
President of the National Bank of Poland (NBP)
Captura de pantalla 2026-07-07 a las 11.29.17
Azhar Jaffer
Owner and CEO of Fairway Boutique Hotel
Captura de pantalla 2026-07-06 a las 18.02.10
Hussein Khatoun
Founder and CEO Basel Angola (Sociedade de Detergentes)
Francisco Monteiro-BRIMONT (1)
Francisco Monteiro
Chief Executive Officer (CEO) & Chairman of BRIMONT
Captura de pantalla 2026-07-02 a las 13.24.44
Sérgio Dias de Sousa
Senior Partner - SOAPRO
Captura de pantalla 2026-07-01 a las 18.02.21
Erick Camargo
Director General - Afrizona
Mr Rajbir Rai Singh
Rajbir Singh Rai
CEO of Hima Cement
Captura de pantalla 2026-06-25 a las 15.06.54
Ivanilson Machado
Chief Executive Officer - Pumangol
Captura de pantalla 2026-06-25 a las 14.04.42
António Dinis Mendes
Chief Executive Officer (CEO) - African Bank of Oman (ABO)
MZL Fortune
Marcelo Zoéga da Lima
Country Manager – Atlas Copco Angola
ChatGPT Image 18 jun 2026, 17_52_08
Mahomed Ibrahim
Chairman of the Board (PCA) - REMAX Angola Multitrust
Captura de pantalla 2026-06-16 a las 13.17.07
Jorge de Morais
General Manager, KAESO Energy Services
Captura de pantalla 2026-06-15 a las 17.33.59
Augusto Baptista
Founder & CEO - Ohuasi Investment
b3b1c8df-65a6-4472-9bed-1be2463800e9
Luis Saraiva
CEO - Detudo
WhatsApp Image 2026-05-14 at 11.53.20
Agostinho da Rocha Fernandes da Silva
Presidente do Conselho de Administração (PCA) – Nova Cimangola
ed610a5b-aedd-4145-9da9-2c4975717f14
David Wang
Chief Executive Officer - Ution Tecnologia Lda
4119903b-62a6-4540-92c0-be9f309e6cb1
Masayasu Yamashiro
President - Okinawa Financial Group
c84a628c-622c-4ad5-b72e-d121f81ec27d
David Hanna
CEO - Finmo, Singapore
Captura de pantalla 2026-06-06 a las 11.13.31
Imran Abbasi
CEO of Pakistan Petroleum Limited
Ernest Enrique, Chairman & CEO, CMS Corporation
Ernest Enrique
Chairman and CEO of CMS Corporation (United States – Guam Operations)
BRAYXTZvQaqrzf6dpp44
Álvaro Rey
General Manager of InterContinental Presidente
director_01
Setsuko Hashimoto
Representative Board Director and President/CEO, CellSeed Inc
Captura de pantalla 2026-06-04 a las 21.23.14
Nelson Soutinho
Director de Engenharia - CARMON
Promasidor ceo
Vitor Santos
General Manager at Promasidor Angola
Captura de pantalla 2026-06-04 a las 21.15.19
Roxanne Guerin
Directora-Geral - EUROSTRAL, LDA
Captura de pantalla 2026-06-04 a las 21.10.45
Daniel Araujo
CEO - Asseco
BIC- ADM-0957
Hugo Teles
CEO at Banco BIC
PHOTO-2026-05-29-10-37-04
Vladimir Ferraz
Presidente do Conselho de Administração Banco de Comércio e Indústria (BCI)
PCE Nuno Veiga
Nuno Veiga
CEO – Pay4All
EM director
Sebastião Vemba
Diretor – Economia & Mercado
Minister industry and commerce
Rui Miguêns de Oliveira
Ministro da Indústria e Comércio
Lusocola ceo
Gonçalo Soveral
Sócio – Gerente da Lusocola
João teiga orey
João Teiga
CEO – Orey
Salvador photo
Salvador Muteka Tavares Emílio
General Manager at Shoprite Angola
ABD4AAC7-506C-41EA-BCB1-1D46DE14572A_1_105_c
Nuno Nascimento
Vice Presidente – Lyon
sameer jafeer foto 3
Sameer Jaffer
General Manager at SICIE
Captura de pantalla 2026-05-18 a las 14.12.17
Ulanga Gaspar Martins
CEO at Grupo Poliedro
_MSS2589
Paulino Fernando de Carvalho Jerónimo
PCA – Agência Nacional de Petróleo e Gás e Biocombustíveis
AGL ceo
Jean-Yves Lunot
Country Manager at AGL Angola
Captura de pantalla 2026-05-12 a las 18.29.40
Miguel Baptista
Managing Director – Central, East and Southern Africa SLB
Teleservice ceo photo
José Carlos Figueiredo
CEO – Teleservice
trasngas
Abilio Almirante
CEO – Transgás
VP foto 1
Victor Povoa
Diretor Geral - Americanflag
G4SManager Venâncio Epolua.
Venâncio Epolua
CEO – G4S Angola
barbot
João Carlos Barbot
Administrador Delegado – Barbot Angola
Captura de pantalla 2026-04-08 a las 12.51.31
Fabio Bravo da Rosa
PCE – Hybris Soluções
Ângelo_Gama_V2
Angelo Gama
CEO da Angola Cables
Captura de pantalla 2026-03-30 a las 11.27.17
Tiago Morais
General Manager - Nova Sotecma
IMG_0420
Tomasz Dowbor
CEO at Grupo Boa Vida
IMG_0419
Frans Jol
CEO – SOGESTER(Sociedade Gestora de Terminais)
Porto de soyo
Fernando Dias
PCA, Porto do Soyo
IMG_8215
Maria Miguel Pinto
General Manager at Raxio Angola
IMG_0523
Artur Duarte
CEO da Tranquilidade Angola
Prometeus
António Magalhães
Director-Geral de PROMETEUS
IMG--Helder-Carreira
Hélder Carreira
Managing Partner at Tintas Toptech
PCA. Adilson Nelumba #001.jpg (1)
Adilson Mangueira Nelumba
Founder & Managing Director, Copia Group
Captura de pantalla 2026-02-13 a las 13.22.55
Maria das Dores Jesus Correia Pinto
Presidente da Agência de Proteção de Dados (APD)
Paul-Mcdade-scaled
Paul McDade
CEO of Afentra
CEO- Carlos Firme
Carlos Firme
CEO da Fortaleza Seguros
Ricardo-5
Ricardo Grion
CEO da Black Ouro Serivces
540723-CEO Christine Baleto Headshot-a3dbc7-original-1717385722
Christine Baleto
President and CEO, Docomo Pacific
Siska Hutapea photo (2)
Siska S. Hutapea
Founder & President, Cornerstone Valuation
Jamika Taijeron, Managing Director, MVA (1)
Jamika Taijeron
Managing Director, Marianas Visitors Authority
1517680428615
Alexis Fallon
President of Tano Group
Derek Sasamoto, Executive Director, CEDA
Derek Sasamoto
Executive Director, Commonwealth Economic Development Authority (CEDA)
Jere Johnson, Hawaiian Rock Products
Jere Johnson
President of Rock Products Corporation and Hawaiian Rock Products
CUC Directors 2025
Richard Hew
President and CEO of Caribbean Utilities Company
Geoff Ruddick, Managing Director and Country Head of Hawksford Cayman
Geoff Ruddick
Managing Director and Country Head of Hawksford Cayman Islands
Alanna Trundle, President of Global Captive Management (GCM)
Alanna Trundle
President of Global Captive Management Limited
Benjamin Reid, CEO of The Catalyst Group
Benjamin Reid
Founder & Chief Executive Officer (CEO) of The Catalyst Group
Fleur Coleman and Stefan Cohen, Co-Owners, The Agency
Fleur Coleman & Stefan Cohen
Co-Owners and Co-Brokers of The Agency Real Estate Cayman Islands
EYE_4957
Michael Joseph
CEO of Property Cayman
Troy Headshot
Troy Burke
Co-Owner and Director of Heritage Holdings
Charlie Kirkconnell, CEO Cayman Enterprise City
Charles Kirkconnell
CEO of Cayman Enterprise City
Captura de pantalla 2025-12-23 a las 13.22.46
James Lagan
Director at Bronte Development
Luis Nigorra
Luis Nigorra
Director of Golf Santa Ponsa
Operatec
Alberto Figuereido
Chief Executive Officer (CEO) of Operatec
Captura de pantalla 2026-05-10 a las 20.35.21
Paul Ko
Director, Heep Wo Investment
Captura de pantalla 2025-10-14 113503
Kelotsositse Olebile
Chief Executive Officer (CEO) of the Botswana Investment and Trade Centre (BITC)
Foto entrevistados
Ben Seager & Quest Maundo
General Manager and Lodge Manager at Xigera Safari Lodge
SeedCo.jpg -Sam
Samson Ruwisi
MD for Seed Co Botswana & Group Head of Treasury and CCU Markets
500_ba33ec49daeeb0bcf844d60c3ea1e0f7
Mikael Landström
Founder and CEO of the Portixol Group.
Captura de pantalla 2025-10-01 174154
Mohamed Siyame
President of the Chamber of Commerce and Industry Angola–Saudi Arabia (CCIAAS)
Captura de pantalla 2025-10-01 173654
Juan Carlos Alvarez
World Bank Country Manager for Angola and São Tomé and Príncipe
Captura de pantalla 2025-10-01 172503
Jean-Raphaël Gros-Désormeaux
Director of Research at CNRS Antilles
PHOTO BELLAY (1)
Béatrice Bellay
Member of Parliament for Martinique
PHOTO DI GERONIMO
Bénédicte di Géronimo
President of the Martinique Tourism Committee
Captura de pantalla 2025-09-21 213124
Pablo Carrington
Founder & CEO of Marugal Distinctive Hotel Management
Captura de pantalla 2025-09-18 102558
Jonny Greenall
Founder and Managing Director of Balearic Helicopters
isabel-teruel-puede-morir-exito
Isabel Teruel
Operations Director and General Manager of Port Adriano, Vice President of the Balearic Nautical Association.
Maria1
Maria Renart
CEO of Essentially Mallorca
unnamed
Bernat Bonnin
President and Chief Executive Officer (CEO) of Robot, S.A
kFlw9QIX_400x400
Jose Luis Arrom
General Manager of Club de Mar
Llorenç Galmés
Llorenç Galmés
President of the Consell de Mallorca